16 janeiro, 2007

Parlendas

Você sabe o que são parlendas? São versos infantis com rimas, criados para as mais diferentes finalidades, entre elas divertir, acalmar, ajudar a decorar números ou escolher quem deve iniciar uma brincadeira. Como variam bastante, cada pessoa pode conhecê-las de um modo diferente. Confira algumas parlendas e veja se a que você conhece é parecida com essas!
“Um, dois, feijão-com-arroz. Três, quatro, feijão no prato. Cinco, seis, bolo inglês. Sete, oito, comer biscoito. Nove, dez, comer pastéis.”
“Batatinha quando nasce se esparrama pelo chão. Menininha quando dorme põe a mão no coração.”
“Hoje é domingo, pede cachimbo. Cachimbo é de barro, bateu no jarro. Jarro é de ouro, bateu no touro. Touro é forte, acabou-se na morte.”
“Chuva e sol, casamento de espanhol. Sol e chuva, casamento de viúva.”

07 janeiro, 2007

Arte Barroca

A arte do Século XVIII foi marcada por dois grandes movimentos: o Barroco e o Rococó.O Barroco foi um movimento iniciado em Roma. Era o esquisito, o repúdio, o bizarro, com obras extremamente trabalhadas e ricas em detalhes, onde os artistas gostavam de representar as delícias do paraíso, em formas cheias de dinamismo, força e sentido do maravilhoso.As formas elíticas do Barroco eram situadas nos fixs da elipse.O Rococó foi a fase derradeira do movimento estilístico Barroco. Era ainda mais trabalhada e detalhada do que o próprio movimento Barroco.
O aparecimento dos ideais barrocos parece intimamente ligado à Contra-Reforma Católica.
Apesar de ter sido um estilo internacional, percebemos sua maior força entre países como a Itália, Espanha e Áustria, não tendo atingido muito os países protestantes como a Inglaterra.
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Superstições

Nem todos confessam que acreditam, mas passadas de geração em geração as superstições populares ganham terreno, espalham-se e resistem ao tempo e ao avanço da tecnologia. Objetos que protegem o seu dono fazem parte dessa cultura, na qual mau-olhado e azar são evitados a todo o custo.
Todo cuidado é pouco - Quantas vezes você já viu alguém andando na rua, que, de repente, fez um enorme desvio só para não passar embaixo de uma escada? Pois é, não existe nenhuma comprovação de que as crendices funcionem, mas muita gente acredita nelas. Algumas dessas crendices dizem que passar embaixo de escada dá azar. Quebrar um espelho, então, é problema na certa: sete anos de azar. E dizem também que quando se vê um gato preto numa sexta-feira 13 é melhor fazer o sinal-da-cruz para evitar má sorte.
Proteção garantida - Os mais supersticiosos acreditam que alguns objetos têm a função mágica de proteger seus donos. Por isso, tem gente que não vai a lugar nenhum sem carregá-los. É o caso da figa, tradicional amuleto antiazar, que pode ser de metal ou de madeira e tem o formato de uma mão. Os patuás são pequenos saquinhos que contêm rezas e símbolos para proteção. O dente de alho é usado por algumas pessoas como uma arma natural para evitar o mau-olhado. Entre as plantas, a arruda é considerada essencial para proteger os ambientes de energias negativas.
Crendices Famosas - Muitas são as crendices e superstições do nosso folclore. Apesar de não haver nada que prove que elas realmente sejam eficazes, inúmeras pessoas crêem nelas. Veja se você conhece algumas destas:
Viu uma vassoura caída? É indício de má sorte.
Sua mão esquerda coçou? Então, prepare-se, porque é dinheiro que vai entrar.
Ops foi a direita que coçou? É melhor preparar-se em dobro, porque é dinheiro que vai sair.
Quer se livrar da visita de pessoas indesejáveis? O truque é colocar uma vassoura atrás da porta.
Viu uma mosca rondando ou está com tremor na pálpebra? É notícia que vai chegar.
Viu uma estrela cadente? Faça um pedido, porque, segundo a crença de muita gente, é garantia de que ele vai se realizar.
QUE VENHA A SORTE! - Uma coisa é espantar o azar. Outra é atrair a sorte. E, para obtê-la, muita gente se utiliza de vários objetos, transformando-os em talismãs. Mesmo quem não acredita, às vezes usa uma fitinha do Senhor do Bonfim que, segundo a tradição, quando se parte realiza três desejos da pessoa. E há também quem não dispense um prato de lentilhas no Ano-Novo. Vale tudo na busca pela sorte.
Poderoso Talismã - Por ser muito difícil de achar, o trevo de quatro folhas é considerado pelos supersticiosos um dos mais importantes objetos da sorte. Diz a lenda que quem o encontrar e guardar sempre consigo terá sorte, pois ele seria um poderoso ímã para atrair coisas boas.
Você Acredita em Duendes? - Os duendes são uma das novas manias dos mais supersticiosos. Atualmente, é muito fácil andar no trânsito das grandes cidades e ler o adesivo grudado nos carros: “Eu acredito em duendes”. Para quem acredita, os duendes são seres sapecas, que se escondem nas casas e aparecem e desaparecem quando querem. Eles teriam o poder mágico de trazer boa sorte e ajudariam a realizar desejos. Os duendes são muito parecidos com os leprechauns, famosos personagens do folclore irlandês.
Sorte de várias Maneiras - Os supersticiosos se utilizam de várias opções para conseguir sorte ou realizar desejos. Entre as muitas alternativas, jogar moedas em fontes, pedir algo ao cortar um bolo de aniversário ou pular sete ondas são bem populares. Banhar-se com ervas variadas para conseguir felicidade, o chamado banho de cheiro, também é comum. Para os que acreditam os talismãs também são objetos mágicos com o poder de trazer a sorte. O pé-de-coelho é um deles, e deve estar sempre ao alcance da pessoa que crê nele. Outro é a ferradura, que precisa ser pendurada na parede com as pontas viradas para cima.

Lendas e Mitos do Brasil

O folclore brasileiro é rico em lendas e personagens. Transmitidas há várias gerações, essas histórias fascinam adultos e crianças. Conheça as principais:
CURUPIRA
Defensor das matas, segundo a lenda o curupira é um índio pequeno, que surge e desaparece de repente. Tem pés virados para trás e faz ruídos misteriosos, para confundir e assustar os caçadores e os agressores das matas.
BOITATÁ
Descrito como um touro com um olho no meio da testa, essa história diz que o boitatá protege as matas das pessoas que a incendeiam.
CAIPORA
Pela lenda, a caipora tem o corpo coberto de pêlos e percorre a mata montada num porco selvagem, para proteger os animais que vivem na floresta.
IARA, A MÃE-D’ÁGUA
Versão brasileira da lenda das sereias, Iara é a mãe d'água. Ela vive no Rio Amazonas e, nas noites de lua cheia, fica em cima das pedras, penteando seus longos cabelos para atrair os jovens com quem deseja casar.
GRALHA-AZUL
Essa lenda paranaense conta que, depois de ver um pinheiro sendo destruído, uma gralha ficou triste e subiu para o céu. De lá, ouviu uma voz dizendo que a partir de então ela teria a cor azul e seria responsável por plantar pinheiros na Terra. SACI-PERERÊ
É o mais famoso personagem do folclore brasileiro. A história do saci-pererê conta que ele tem apenas uma perna, usa um gorro vermelho, vive fumando um cachimbo e aparece e desaparece quando quer. Sapeca por natureza, está sempre aprontando, além de assustar todas as pessoas que tentam destruir as florestas. NEGRINHO DO PASTOREIO
Segundo essa lenda, o negrinho do pastoreio perdeu alguns cavalos dos quais cuidava, e por isso apanhou violentamente de seu patrão. Depois disso, ainda foi jogado em um formigueiro, de onde foi resgatado por Nossa Senhora. Ele é conhecido como o protetor das pessoas que perdem alguma coisa.
SACI-PERERÊ
É um duende idealizado pelos indígenas brasileiros como apavorante guardião das florestas. A princípio ele era um curumim perneta, de cabelos avermelhados, encantador de crianças e adultos que pertubava o silêncio das matas. Em contato com o elemento africano e a supertição dos brancos, recebeu o cognome de Taperê, Pererê Sá Pereira, etc. Tornou-se negro, ganhou um gorro vermelho e um cachimbo na boca. Em alguns lugares, como às margens do rio São Francisco, adquiriu duas penas e a personalidade de um demônio rural que faz travessuras e gosta de enganar pessoas. É o famoso Romão ou Romãozinho. Na zona fronteiriça ao Paraguai ele é um anão do tamanho de um menino de 7 a 8 anos, que gosta de roubar criaturas dos povoados e largá-las em lugar de difícil acesso. Talvez devido aos vestígios culturais trazidos pelos bandeirantes em suas andanças pelo sul do Brasil, o saci mineiro recebeu, além dessas qualidades do "Yaci-Yaterê" guarani, um bastão, laço ou cinto, que usa como a "vara de condão" das fadas européias. Sincretizado freqüentemente como o capeta, tem medo de rosários e de imagens de santos. Quando quer desaparecer, transforma-se num corrupio de vento.
COISAS DE ASSUSTAR
As assombrações e os seres sobrenaturais não existem, mas muitas são as histórias que fazem parte da imaginação das pessoas. Elas são transmitidas de pai para filho e muito comuns em todo o Brasil.
MULA-SEM-CABEÇA
Segundo a lenda, a mula-sem-cabeça tem cascos afiados e pode dar coices que machucam bastante. Embora não tenha cabeça, ela pode relinchar. Dizem que toda mulher que faz algum mal se torna mula-sem-cabeça na noite de quinta para sexta-feira. Antigamente, dizia-se que essa transformação acontecia com mulher que namorasse um padre católico.
BICHO-PAPÃO
A lenda do bicho-papão diz que ele tem um corpo peludo e olhos vermelhos. Ele ficaria escondido para assustar as crianças que não querem dormir. LOBISOMEM
O mito do lobisomem foi trazido ao Brasil pelos portugueses e diz que todo filho nascido depois de sete filhas se transforma em lobisomem. Essa transformação aconteceria sempre nas sextas-feiras de lua cheia, entre meia-noite e duas e meia da madrugada.

05 janeiro, 2007

Um pouco de Carnaval

O carnaval é um período de festas profanas regidas pelo ano lunar que tem suas origens na Antiguidade e recuperadas pelo cristianismo, que começava no dia de Reis (Epifania) e acabava na Quarta-feira de cinzas, às vésperas da Quaresma. O período do carnaval era marcado pela "adeus à carne" ou "carne vale" dando origem ao termo "carnaval". Durante o período do carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris será o grande modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no carnaval francês para implantar suas novas festas carnavalescas. Atualmente o carnaval do Rio de Janeiro, Brasil é considerado um dos mais importantes desfiles de carnaval do mundo. Em Portugal, existe já uma grande tradição carnavalesca, nomeadamente os carnavais de Loulé, Sesimbra, Rio Maior, Torres Vedras e Sines, destacando-se Torres Vedras, possuindo o carnaval mais antigo e mais português de Portugal, mantendo-se popular e fiel à tradição rejeita o samba e outros estrangeirismos.
Fonte - Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Teatro de Cordel

Porque Teatro de Cordel?
Porque conta e canta histórias em forma de cordel, dando ação à palavra rimada que, aliada à graça e dinâmica do ritmo, mantém vivo o interesse no espetáculo, da primeira ao último verso.

Literatura de Cordel

A literatura de cordel é assim chamada pela forma como são vendidos os folhetos, dependurados em barbantes (cordão), nas feiras, mercados, praças e bancas de jornal, principalmente das cidades do interior e nos subúrbios das grandes cidades. Essa denominação foi dada pelos intelectuais e é como aparece em alguns dicionários. O povo se refere à literatura de cordel apenas como folheto.
A tradição dessas publicações populares, geralmente em versos, vem da Europa. No século XVIII, já era comum entre os portugueses a expressão literatura de cego, por causa da lei promulgada por Dom João V, em 1789, permitindo à Irmandade dos Homens Cegos de Lisboa negociar com esse tipo de publicação.
Esse tipo de literatura não existe apenas no Brasil, mas, também, na Sicilia (Itália), na Espanha, no México e em Portugal. Na Espanha é chamada de pliego de cordel e pliegos sueltos (folhas soltas). Em todos esses locais há literatura popular em versos.
Segundo
Luís da Câmara Cascudo, no livro Vaqueiros e cantadores (Porto Alegre: Globo, 1939. p.16) os folhetos foram introduzidos no Brasil pelo cantador Silvino Pirauá de Lima e depois pela dupla Leandro Gomes de Barros e Francisco das Chagas Batista. No início da publicação da literatura de cordel no País, muitos autores de folhetos eram também cantadores, que improvisavam versos, viajando pelas fazendas, vilarejos e cidades pequenas do sertão. Com a criação de imprensas particulares em casas e barracas de poetas, mudou o sistema de divulgação. O autor do folheto podia ficar num mesmo lugar a maior parte do tempo, porque suas obras eram vendidas por folheteiros ou revendedores empregados por ele.
O poeta popular é o representante do povo, o repórter dos acontecimentos da vida no Nordeste do Brasil. Não há limite na escolha dos temas para a criação de um folheto. Pode narrar os feitos de Lampião, as "prezepadas" de heróis como João Grilo ou Cancão de Fogo, uma história de amor, acontecimentos importantes de interesse público.
Segundo
Ariano Suassuna, um estudioso do assunto, a literatura popular em versos do Nordeste brasileiro pode ser classificada nos seguintes ciclos: o heróico, o maravilhoso, o religioso ou moral, o satírico e o histórico.
Atualmente, a literatura de cordel não tem um bom mercado no Brasil, como acontecia na década de 50, quando foram impressos e vendidos dois milhões de folhetos sobre a morte de Getúlio Vargas, num total de 60 títulos.
Hoje, os folhetos podem ser encontrados em alguns mercados públicos, como o
Mercado de São José, no Recife, em feiras, como a de Caruaru, e em sebos (venda de livros usados). Há uma coleção de folhetos de cordel disponível para consulta, no acervo da Biblioteca Central Blanche Knopf e no Museu do Homem do Nordeste, da Fundação Joaquim Nabuco.

Fontes consultadas:CURRAN, Mark J. A página editorial do poeta popular. Revista Brasileira de Folclore, Rio de Janeiro, a. 12, n.32, p.5-16, jan./abr. 1972. VILA NOVA, Sebastião. Literatura de cordel. Recife: IJNPS. Instituto de Pesquisas Sociais, 1976. (Folclore 19).

Datas Comemorativas - Dia do Fotógrafo

Dia do Fotógrafo (08/01)

A descoberta da fotografia e sua evolução nos aproximou das pessoas, culturas, lugares. As fotos nos revelam hábitos, registram momentos de violência, amor, amizade, alegria e solidariedade. Elas ajudam cada povo a criar sua identidade e nos revelam momentos e épocas passadas. Cada foto conta e guarda um pedaço da nossa história. E seu valor não se limita ao que ela nos mostra, mas as perguntas que ela nos estimula a fazer.

A fotografia, quando começou a ser usada na imprensa, carregava em si um discurso de que era a mimese da realidade, um fato em si. Até o século XIX, a fotografia era visto como um artefato objetivo, desnudado de todo e qualquer subjetividade. Mas com o discurso da semiótica e da semiologia, e a idéia de que o olhar do fotógrafo influencia no resultado e carrega a fotografia de sentidos, a fotografia perdeu um pouco de seu status como descrição verídica da realidade.

Através do enquadramento, o fotógrafo compõe o cenário retratado, podendo colocar como assunto o que ele quiser. É ai que entra a subjetividade do fotógrafo. E essa subjetividade pode ser utilizada de forma interessante quando a sensibilidade do fotógrafo consegue registrar um momento único.

Fonte: UFGNet, Soleis

28 dezembro, 2006

Cultura Popular - Mamulengo

Mamulengo é uma espécie de divertimento popular que consiste em representações dramáticas, por meio de bonecos, em um pequeno palco ligeiramente elevado. Por detrás do pano escondem-se uma ou duas pessoas adestradas, fazendo com que os bonecos se exibam com movimento e fala.
A presença dos fantoches é assinalada desde a mais remota Antigüidade. Alguns estudiosos afirmam tenham se originado na Índia, outros asseguram serem oriundos do Egito, onde foram encontrados bonecos de ouro, marfim e barro. O certo é que os fantoches freqüentavam as feiras da Antiga Grécia e de lá passaram para Roma. Da Itália, na Idade Média, os títeres caminharam pelas mãos de artistas anônimos para vários países da Europa, fazendo a alegria das crianças e também dos adultos. Naquela época a Igreja valeu-se do teatro de marionetes para a difusão do espírito religioso, visando atrair a atenção dos fiéis de maneira direta e objetiva, tendo esta forma de espetáculo adquirido também o nome de “Presépio”, no qual figurava o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Deve ter sido sob esta forma que a representação entrou no Brasil.
Durante muitos anos, tanto na Europa quanto em nosso país, os fantoches trabalharam nas cenas religiosas para ensinar a história bíblica, e pouco a pouco é que se deu a sua secularização, isto é, foram neles introduzidos assuntos profanos, principalmente aqueles que provocam a hilaridade.
Os fantoches são feitos de madeira, metal, papel, palha, barro, etc. São vestidos a caráter. Geralmente cada boneco tem o seu nome e a sua personalidade. Em todas as representações, nunca saem de uma determinada “linha de conduta”. Assim o chorão, o briguento, o valente, o bondoso, sempre se apresentam com seus predicados, pelos quais se tornam conhecidos. Além desses personagens humanos, há também os bichos, destacando-se entre nós o brasileiríssimo jacaré.
Com o passar do tempo os bonecos foram adquirindo caráter diferente, graças à maneira de serem manejados pelos artistas, assim é que hoje podemos classificá-los em três grupos distintos;
a) – os de varinha; b) – os que são movimentados por cordinhas (marionetes); c) – os “guignol”, isto é, aqueles que são movimentados pela mão do artista, que é introduzida dentro do fantoche: o polegar vai a um dos braços, o indicador no orifício da cabeça e o médio faz o movimento do outro braço. A voz é de quem o maneja.O títere chegou ao Brasil em dois pontos diferentes e com um espaço de século e meio. Primeiramente apareceu em Pernambuco, talvez trazidos pelos holandeses, pois naquela época estava em grande voga na Holanda, sob o nome de “Jan Pickel Herringe”. Quanto ao nome mamulengo, não se sabe ao certo a origem, supondo uns que derive de “Mão Molenga”. É também conhecido como “Brincadeira de Molengo”. Os artistas pernambucanos de fantoches mais conhecidos foram o Dr. Babu, que exerceu enorme influência sobre os titeiristas que vieram depois, pois seus espetáculos eram, na maior parte, improvisados. O sucessor do Dr. Babu chamava-se “Cheiroso”, pelo fato de fabricar “cheiros”, essências baratas extraídas de flores e metidas em frasquinhos.
No Rio Grande do Sul os alemães trouxeram o “Kasperletheater”, que se naturalizou brasileiro sob o nome de “Gaspar”, para contar lendas brasileiras, como a do Negrinho do Pastoreio.
O teatro de fantoche é de grande valor educativo, pois é distração sadia, que dá grande alegria às crianças, por isso é um dos meios mais elevados para educar a infância. É muito usado em várias escolas, onde representam temas brasileiros e instrutivos. Recentemente a televisão vem divulgando o teatro de fantoches, acionados muitas vezes por ventríloquos. Em São Paulo e no Rio de Janeiro a criançada conhece o Mamulengo pelo nome pitoresco de “João Minhoca”.


Datas Comemorativas - Dia do Salva-vidas

Dia do Salva-Vidas (28/12)

Quem nunca ouviu falar daqueles profissionais que ficam na orla marítima para salvar quem se afoga? O salva-vidas tem um trabalho muito útil e também trabalham em clubes e em praias de água doce. Eles previnem situações de risco e executam salvamentos aquáticos, protegendo pessoas e resgatando vidas. Também são eles os responsáveis por salvar pessoas acometidas por choque térmico ou que se machucam surfando.
Ao salvar alguém que se afogou, o salva-vidas dá os primeiros-socorros além de verificar o estado da vítima. Eles também realizam o procedimento adequado para que a pessoa não fique com nenhuma seqüela do afogamento.
Além de atuar diretamente no salvamento, eles realizam campanhas educativas para prevenção de riscos e dão cursos para treinar e formar voluntários de emergência. Os salva-vidas que trabalham na orla marítima recebem treinamento de salva-vidas da Polícia Militar.

Datas Comemorativas - Dia da Abreugrafia

Manoel de Abreu e o Dia Nacional da Abreugrafia
O dia 4 de janeiro, dia do nascimento de Manoel Dias de Abreu, foi instituído como o dia nacional da abreugrafia em homenagem ao saudoso médico radiologista, nascido no ano de 1892 em São Paulo. O criador do exame (daí o termo abreugrafia) tornou-se mundialmente conhecido após o desenvolvimento do método diagnóstico e pela sua constante luta contra tuberculose.

Manoel de Abreu formou-se aos 21 anos pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1913. Em 1915 mudou-se para Paris onde freqüentou os hospitais Nouvel Hôpital de la Pitié, o laboratório central de Radiologia do Hôtel-Dieu e o Hospital Laennec. Publicou diversos livros, entre eles o “Radiodiagnostic dans la tuberculose pleuro-pulmonaire” e diversos artigos sobre a abreugrafia em periódicos nacionais e internacionais como “Collective Fluorography” no Radiology e “Processus and Apparatus for Roentgenphotography” no The American Journal of Roentgenology and Radium Therapy (AJR), ambos em 1939. Em reconhecimento ao seu trabalho, o ilustre radiologista recebeu diversas homenagens das principais entidades médicas como a medalha de ouro médico do ano) do American College of Chest Physicians (1950), o diploma de honra da Academy of Tuberculosis Physicians (1950) e a medalha de Ouro do Colégio Interamericano de Radiologia (1958). Além disso, recebeu o título de membro honorário da Sociedade Alemã de Radiologia (1940) e do American College of Radiology (1945). Morreu vítima de câncer de pulmão em 1962, aos 70 anos.
O alto índice de mortalidade por tuberculose nas décadas de 30 e 40, principalmente no Rio de Janeiro, e a ineficácia dos instrumentos utilizados pelas autoridades sanitárias para combater a doença propiciaram o aparecimento da abreugrafia. O primeiro aparelho destinado a realizar exames em massa da população foi construído pela Casa Lohner e instalado na cidade do Rio de Janeiro em 1937. O método era muito sensível, com especificidade razoável, de baixo custo operacional e permitia a realização de um grande número de exames em um curto espaço de tempo. O exame tinha por princípio a fotografia do écran ou tela fluorescente. A documentação era feita através de filme comum de 35 mm ou 70 mm. Abreu sempre recomendou o filme de 35 mm, que embora de menor custo, exigia o uso de lentes de aumento especiais para a interpretação do exame.
Roentgenfotografia foi o nome escolhido por Abreu na apresentação da nova técnica à Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro em julho de 1936. Poucos anos mais tarde, em 1939, no I Congresso Nacional de Tuberculose, no Rio de Janeiro, a designação abreugrafia foi aceita por unanimidade. O exame foi utilizado no rastreamento da tuberculose e doenças ocupacionais pulmonares, difundindo-se rapidamente pelo mundo graças ao baixo custo operacional e alta eficiência técnica. Unidades móveis foram desenvolvidas e utilizadas em todo mundo. Fora da América do Sul, a denominação do exame era variável: Mass radiography, miniature chest radiograph (Inglaterra e Estados Unidos), Roentgenfluorografia (Alemanha), Radiofotografia (França), Schermografia (Itália), fotorradioscopia (Espanha) e fotofluorografia (Suécia). Tal era a aprovação e o entusiasmo pelo método na época que somente na Alemanha, até o ano de 1938, o número de exames realizados pelo professor Holfelder já ultrapassava a 500 mil. A importância de sua obra também levou à criação da Sociedade Brasileira de Abreugrafia em 1957 e à publicação da Revista Brasileira de Abreugrafia.
Nas últimas décadas, a manutenção precária dos equipamentos brasileiros (o que facilitava o excesso de exposição a radiação ionizante) e as diretrizes de proteção radiológica cada vez mais rigorosas, acabaram limitando a utilização do método nos diversos países. A radiologia brasileira, entretanto, já havia dado uma importante contribuição para a medicina mundial.

O Ano-Novo

O Ano-Novo é um evento que acontece quando uma cultura celebra o fim de um ano e o começo do próximo. Todas culturas que têm calendários anuais celebram o "Ano-Novo". A celebração do evento é também chamada réveillon, termo oriundo do verbo réveiller, que em francês significa "despertar".

A comemoração ocidenteal tem origem num decreto do governador romano Júlio César, que fixou o 1º de janeiro como o Dia do Ano-Novo em 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro, deriva do nome de Jano, que tinha duas faces - uma voltada para frente e a outra para trás.


Celebrações modernas de Ano-Novo
1º de janeiro: Culturas ocidentais nas quais o ano começa em janeiro.

Em Nova Iorque a celebração mais famosa de Ano-Novo é a de Times Square - onde uma bola gigante começa a descer às 23 horas e 59 minutos até atingir o prédio em que está instalada, marcando exatamente zero hora (00:00:00).
No Rio de Janeiro a celebração mais famosa é a dos fogos de artifício em Copacabana. Milhares de cariocas e turistas juntam-se nas ruas à beira-mar e nas praias para assistirem ao interminável espectáculo, que começa prontamente à meia-noite do novo ano.
Em São Paulo a Avenida Paulista é o palco de atrações e queima de fogos. Em 31 de Dezembro de 2005, a festa reuniu mais de 2 milhões de pessoas.
Na Escócia há muitos costumes especiais associados ao Ano-Novo - como a tradição de ser a primeira pessoa a pisar a propriedade do vizinho, conhecida como first-footing (primeira pisada). São também dados presentes simbólicos para desejar boa sorte, incluindo biscoitos.
Em muitos países, as pessoas têm o costume de soltar fogos de artifício em suas casas, como é o caso do Brasil, dos Países Baixos e de outros países europeus.
Muitas pessoas tomam decisões de Ano-Novo, ou fazem promessas de coisas que esperam conseguir no novo ano. Elas podem desejar perder peso, parar de fumar, economizar dinheiro e arrumar um amor para suas vidas.
Em países de língua inglesa, cantar e/ou tocar a música Auld Lang Syne é muito popular logo após a meia-noite.

No antigo Egito, há 3750 anos antes de Cristo! A estrela Sirius alinhava-se com a estrela Canopus no rumo Sul ao centro da Via-Lactear; Exatamente à zero-hora sobre as Pirâmides de Guiza.
O calendário egípcio deu lugar ao cristão. O primeiro minuto de janeiro, abre-se a janela do Ano-Novo! *** Orion * Sirius. Até os dias de hoje.

Feliz Ano-Novo em outras línguas

Português: Feliz Ano-Novo
Alemão: Glückliches Neues Jahr
Dinamarquês: Nytar
Espanhol:Feliz Año Nuevo
Esperanto: Feliĉigan Novan Jaron
Francês: Heureuse Nouvelle Année
Galego: Feliz Aninovo
Hebraico: Shaná Tová
Inglês: Happy New Year
Italiano: Felice Nuovo Anno
Japonês: 明けましておめでとうございます(akemashite omedetou gozaimasu)
Russo: Счастливого Нового Года {Schastlivogo Novogo Goda}

27 dezembro, 2006

Dia de Reis


O Dia de Reis, segundo a tradição católica, seria aquele em que Jesus Cristo recém-nascido recebera a visitação de "uns magos" que, segundo o hagiológio foram três Reis Magos, e que ocorrera no dia 6 de janeiro.
Histórico
A data marca, para os católicos, o dia para a adoração aos Reis, que a tradição surgida no século VIII converteu nos santos Belchior, Gaspar e Baltazar.
Nesta data, ainda, encerram-se para os católicos os festejos natalinos - sendo o dia em que são desarmados os presépios.

Folia de Reis

Folia de Reis é um festejo de origem portuguesa e ligado às comemorações do culto católico do Natal que, trazidos para o Brasil, mantém-se vivo nas manifestações folclóricas de muitas cidades, sobretudo da região Nordeste.

Origens
Na tradição católica, a passagem bíblica (Novo Testamento), em que o Messias anunciado foi visitado por "uns magos", tornou-se uma visitação feita por Reis (a partir do século III). Incorporada como verdade (no século VIII), a estes reis foram dados nomes (Belchior, Baltazar e Gaspar) e adorados como santos pelo hagiológio.
Fixando o nascimento de Jesus Cristo a 25 de dezembro, marcou-se a data da visitação dos Reis Magos como sendo o dia 6 de janeiro.
Como forma de festejar os eventos natalinos, as casas eram visitadas por grupos que tocavam músicas alegres, em nome dos "Santos Reis". Esta tradição, oriunda de Portugal, ganhou força no Brasil do século XIX, mantendo-se viva em muitos lugares, sobretudo nas pequenas cidades dos estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Norte, etc.

O "Terno" de Reis
No Brasil a visitação das casas, que dura do final de dezembro até o dia de Reis, são feitos por grupos, muitos deles organizados e com propósitos sociais.
Cada grupo, chamado em alguns lugares de Terno de Reis, é composto de músicos - onde os instrumentos são em sua maioria de confecção caseira, como o reco-reco, tambores, flautas de pífaro e outros - dançarinos, cantores e um líder. As canções, a maioria com temas religiosos, realizam o ritual da visitação onde na verdade o propósito, ao contrário dos Reis da tradição, não é o de levar presentes, mas de recebê-los.
Estes presentes vêm, pelo dono da casa premiada com a visita, em bebidas, dinheiro para a manutenção do grupo, ou mesmo das comidas natalinas.

Grupos incrementados
Uma das formas de sobrevivência da manifestação folclórica, sobretudo em grandes cidades, foi a incorporação nos Ternos de elementos figurativos, destinados sobretudo para a apresentação junto aos turistas. Fantasiados com máscaras, e usando de danças alheias ao costume, entretanto, e com apresentações durante todo o ano, esses grupos não atendem ao preceito tradicional e culturalmente valioso.

Canções
As canções de Reis são por vezes ininteligíveis, dado o caos sonoro produzido. O ritmo em geral ganha contornos de origens africanas, com fortes batidas, e com um clímax em que os membros rodam em círculo contínuo.
Um componente, entretanto, permanece imutável: a canção de chegada, onde o líder pede permissão ao dono da casa para entrar, e a canção da despedida, onde o Terno agradece a acolhida e se despede.

20 dezembro, 2006

Hélio Oiticica - Qual é o Parangolé?

“Os trabalhos de Oiticica são profundamente enraizados no Brasil moderno, em sua natureza tropical, em sua realidade social e em uma cidade particular: Rio”, escreveu o crítico inglês Guy Brett na revista Art in America, em 1989. “ Qual é o Parangolé?” era uma gíria muito usada na cidade, nos anos 60, e significava, dentre outros sentidos mais secretos, “O que é que há?”, “Qual é a parada?” A parada de Hélio Oiticica, o artista que amava a sombra e adorava fazer o que ninguém aprova, era a imersão na marginalidade, no morro da Mangueira, na gíria, na malandragem, no samba. SEJA MARGINAL, SEJA HERÓI dizia Hélio em plena ditadura militar.
Fonte: Perfis do Rio

18 dezembro, 2006

Comunidade Virtual - Parangoleando

Participe da Comunidade Parangolenado no Orkut!!!

Parangolé: fenômeno catalisador de linguagens


Pois quando escuto ou leio, as palavras nem sempre vêm atingir em mim significações já presentes. Têm o extraordinário poder de me atrair para fora de meus pensamentos, abrem em meu universo privado fissuras por onde irrompem outros pensamentos.
Maurice Merleau-Ponty(O homem e a adversidade).

Pedagogia do parangolé - novo paradigma em educação presencial e online

Marco Silva*

Assim como inspira a inquietação dos programadores da TV, a interatividade também pode despertar o interesse dos professores para uma nova comunicação com os alunos em sala de aula presencial e online. Afinal, tanto a mídia de massa quanto a sala de aula estão diante do esgotamento do mesmo modelo comunicacional que prevaleceu no século XX: a transmissão que separa emissão e recepção, a lógica da distribuição.

O termo apareceu na década de 1970 no contexto da crítica à mídia unidirecional e virou moda a partir de meados dos anos 80 com a chegada do computador com múltiplas janelas (windows) em rede. Janelas que não se limitam à transmissão, permitem ao usuário adentramento labiríntico e manipulação de conteúdos.

Em nossos dias, mesmo ganhando maturidade teórica e técnica com o desenvolvimento da internet e dos games, o termo interatividade sofre banalização quando usado como "argumento de venda" em detrimento do prometido mais comunicacional. Basta ver a enxurrada de aplicações do termo, desde shampoo interativo e tênis interativo até mesmo a escola interativa, nesse caso apenas por estar equipada com computador e internet e não por superar a velha pedagogia da transmissão.
Vale a pena atentar para o sentido depurado do termo interatividade que encontra seus fundamentos na arte "participacionista" da década de 1960, definida também como "obra aberta" por Umberto Eco. O "parangolé" do artista plástico carioca Hélio Oiticica é um exemplo maravilhoso dessa arte.

Interagir não é assistir

O parangolé rompe com o modelo comunicacional baseado na transmissão. Ele é pura proposição à participação ativa do "espectador" - termo que se torna inadequado, obsoleto. Trata-se de participação sensório-corporal e semântica e não de participação mecânica. Oiticica quer a intervenção física na obra de arte e não apenas contemplação imaginal separada da proposição. O fruidor da arte é solicitado à "completação" dos significados propostos no parangolé. E as proposições são abertas, o que significa convite à co-criação da obra. O indivíduo veste o parangolé que pode ser uma capa feita com camadas de panos coloridos que se revelam à medida que ele se movimenta correndo ou dançando.

Oiticica o convida a participar do tempo da criação de sua obra e oferece entradas múltiplas e labirínticas que permitem a imersão e intervenção do "participador", que nela inscreve sua emoção, sua intuição, seus anseios, seu gosto, sua imaginação, sua inteligência. Assim a obra requer "completação" e não simplesmente contemplação. Segundo o próprio Oiticica, "o participador lhe empresta os significados correspondentes - algo é previsto pelo artista, mas as significações emprestadas são possibilidades suscitadas pela obra não previstas, incluindo a não-participação nas suas inúmeras possibilidades também".

Esta concepção de arte (ou "antiarte", como preferia Oiticica), inconcebível fora da perspectiva da co-autoria, tem algo a sugerir ao professor: mesmo estando adiante dos seus alunos no que concerne a conhecimentos específicos, propõe a aprendizagem na mesma perspectiva da co-autoria que caracteriza o parangolé e a arte digital. O professor propõe o conhecimento. Não o transmite. Não o oferece à distância para a recepção audiovisual ou "bancária" (sedentária, passiva), como criticava o educador Paulo Freire.

Desafio para o professor

Inspirado no parangolé, o professor propõe o conhecimento aos estudantes, como o artista propõe sua obra potencial ao público. Isso supõe, segundo Thornburg & Passarelli, "modelar os domínios do conhecimento como 'espaços conceituais', onde os alunos podem construir seus próprios mapas e conduzir suas explorações, considerando os conteúdos como ponto de partida e não como ponto de chegada no processo de construção do conhecimento". A participação do aluno se inscreve nos estados potenciais do conhecimento arquitetados pelo professor de modo que evoluam em torno do núcleo preconcebido com coerência e continuidade. O aluno não está mais reduzido a olhar, ouvir, copiar e prestar contas. Ele cria, modifica, constrói, aumenta e, assim, torna-se co-autor. Exatamente como no parangolé, em vez de se ter obra acabada, têm-se apenas seus elementos dispostos à manipulação.

O professor disponibiliza um campo de possibilidades, de caminhos que se abrem quando elementos são acionados pelos alunos. Ele garante a possibilidade de significações livres e plurais e, sem perder de vista a coerência com sua opção crítica embutida na proposição, coloca-se aberto a ampliações, a modificações vindas da parte dos alunos. Uma pedagogia baseada nessa disposição à co-autoria, à interatividade, requer a morte do professor narcisicamente investido do poder. Expor sua opção crítica à intervenção, à modificação, requer humildade. Mas, diga-se humildade e não fraqueza ou minimização da autoria, da vontade, da ousadia. Seja na sala de aula equipada com computadores ligados à Internet, seja no site de educação a distância, seja na sala de aula "infopobre", o professor percebe que o conhecimento não está mais centrado na emissão, na transmissão.
Na era digital ou cibercultura os atores da comunicação têm a interatividade e não mais a separação da emissão e recepção própria da mídia de massa e da "cultura da escrita", quando autor e leitor não estão em interação direta. Assim o professor propõe o conhecimento à maneira do parangolé. Assim ele redimensiona a sua autoria: não mais a prevalência do falar-ditar, da distribuição, mas a perspectiva da proposição complexa do conhecimento à participação ativa dos alunos que já aprenderam com o joystick do videogame e hoje aprendem com o mouse. Enfim, a responsabilidade de disseminar um outro modo de pensamento, de inventar uma nova sala de aula, presencial e a distância, capaz de educar em nosso tempo.
*Sobre o autor:Marco Silva, sociólogo, doutor em educação e professor da UERJ e da Estácio de Sá, é autor do livro Sala de aula interativa (Quartet, 2000) e coordenador do livro Educação online (Loyola, 2003).
Site: http://www.saladeaulainterativa.pro.br/E-mail: aulainterativa@msm.com.br